• By Sharon Theimer

Conheça oito mulheres inovadoras do Centro de Medicina Individualizada da Mayo Clinic

19 março 2021
Equipe profissional feminina, Centro de Medicina Individualizada

No Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, o Centro de Medicina Individualizada da Mayo Clinic homenageou as mulheres inspiradoras que estão enfrentando desafios incríveis e liderando o progresso rumo a curas, conexões e transformações no setor da saúde.

O Dia Internacional da Mulher é dedicado às conquistas sociais, econômicas, políticas, culturais e científicas das mulheres. O tema deste ano é “Escolha desafiar”, um convite para buscarmos a igualdade entre os gêneros.

Aqui estão oito (dentre muitas) mulheres inovadoras do Centro de Medicina Individualizada:

Dra. Veronique Belzil, pesquisadora em epigenômica e professora assistente de neurociência que está abrindo caminho para aprimorar o diagnóstico e o tratamento da esclerose lateral amiotrófica (ELA), demência frontotemporal e outras doenças neurodegenerativas relacionadas. O laboratório onde trabalha busca descobrir e caracterizar as alterações genéticas, epigenéticas e transcricionais que estão por trás da morte neuronal, a fim de entender melhor as causas e condições complexas observadas nos pacientes afetados por doenças neurodegenerativas. A Dra. Belzil também está desenvolvendo abordagens terapêuticas baseadas em métodos de entrega de genes, silenciamento de genes, edição de genes e interferência por RNA em linhas de células humanas.

Dra. Margot A. Cousin, pesquisadora em genômica translacional dentro do Programa de Ômica Translacional que está tentando descobrir os mecanismos subjacentes que causam insuficiência hepática aguda recorrente oriunda de alterações no gene RINT1. O que ela já descobriu também pode ajudar a esclarecer outras doenças hepáticas mais comuns. Após publicar seus achados iniciais sobre a doença, Cousin e sua equipe estão usando biologia celular e tecnologias avançadas de genômica e proteômica para analisar amostras de células dos pacientes, a fim de entender melhor como essas variantes genéticas no RINT1 desencadeiam a insuficiência hepática em caso de doença. Além disso, a Dra. Cousin está estudando o uso de terapias com oligonucleotídeos antissentido com o objetivo de facilitar o desenvolvimento de medicamentos individualizados de acordo com uma alteração genética específica no paciente. Trata-se de uma tentativa de levar terapias personalizadas àqueles que têm condições genéticas raras e devastadoras que não contam com nenhum tratamento ou cura específicos.  

Teresa Kruisselbrink é consultora genética licenciada e certificada, supervisora e codiretora da Iniciativa Estratégica de Genômica em Ação. Nesse cargo, ela e sua equipe colaboram para descobrir, traduzir e aplicar novas ferramentas e serviços da medicina individualizada nas três sedes da Mayo Clinic. Atualmente, o foco desse trabalho é oferecer testes genômicos preditivos a indivíduos saudáveis e aumentar o acesso à genômica e à consultoria genética por meio de novas ferramentas e modelos de tratamento. O efeito abrangente está redimensionando a genômica para que possa ser usada amplamente no tratamento de pacientes, como está sendo projetado. O Estudo de Tapeçaria recém-lançado sequenciará 100.000 pacientes da Mayo Clinic.

Dra. Minetta C. Liu, professora e chefe de pesquisa do Departamento de Oncologia e consultora do Departamento de Medicina Laboratorial e Patologia que conduz pesquisas voltadas para os pacientes em três áreas principais: (1) o desenvolvimento de marcadores moleculares clinicamente relevantes que permitam as previsões mais precisas possíveis dos benefícios do tratamento e resultados para o paciente em casos de tumores malignos sólidos; (2) detecção precoce de múltiplos cânceres por meio de ensaios hematológicos; e (3) o desenvolvimento de novas terapias para aumentar a taxa de sobrevivência aos cânceres de mama em estágio inicial e metastático. Uma publicação recente relatou esse trabalho colaborativo para desenvolver e validar um teste clínico hematológico para detectar múltiplos cânceres. Os ensaios clínicos prospectivos relacionados à implementação do teste estão em andamento.

Dra. Yuguang Liu é engenheira elétrica e professora assistente e consultora associada do Departamento de Cirurgia e do Programa de Microbiomas. Recentemente, ela desenvolveu um dispositivo microfluídico para sequenciar todo o genoma e transcriptoma de células bacterianas obtidas de espécimes clínicos e amostras ambientais que passaram por experimentos na Estação Espacial Internacional. Em seguida, ela passou a desenvolver um dispositivo microfluídico do tamanho de um cartão de crédito para detectar infecções bacterianas, como sepsia, em pouco tempo. Outro trabalho que ela desenvolveu foi o de desenvolver uma ferramenta microfluídica digital para constante monitoramento de respostas terapêuticas imunomediadas a tratamentos individualizados baseados em dados.

Dra. Gina Suh, especialista em doenças infecciosas, é fundadora e diretora do Programa de Fagoterapia da Mayo Clinic. A Dra. Suh tem um interesse específico por bacteriófagos como um novo tratamento para infecções, principalmente as resistentes a múltiplos medicamentos e as mediadas por biofilme. Ela tratou o primeiro paciente a receber fagoterapia na Mayo Clinic e lidera o trabalho de criar o Programa de Fagoterapia da Mayo Clinic e conduzir ensaios clínicos.

Dra. Marina Walther-Antonio, professora assistente do Departamento de Cirurgia, do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia, e do Programa de Microbiomas do Centro de Medicina Individualizada da Mayo Clinic que foca seus estudos no papel dos microbiomas na saúde da mulher, principalmente em casos de câncer ginecológico. Em um estudo recente, ela identificou uma assinatura de microbioma associada ao câncer de endométrio, que é parcialmente promovido pela pós-menopausa. Em outro estudo, ela descobriu que alguns marcadores epigenéticos conhecidos por sua associação com o câncer de endométrio são alterados de meses a anos antes do desenvolvimento da doença, o que gera uma nova oportunidade de intervenção e prevenção.  

Dra. Liewei Wang, M.D., é diretora do programa de farmacogenômica e copesquisadora principal dos Institutos Nacionais da Rede de Pesquisa em Farmacogenômica para a Saúde. Ela está tentando identificar e entender como os biomarcadores podem prever e contribuir para a resposta de um indivíduo a um medicamento em particular, principalmente os usados no tratamento do câncer. Em um estudo, ela está investigando uma série de biomarcadores relacionados ao tratamento inicial de pacientes com câncer de mama receptor de estrogênio positivo (ER+) com uma classe de medicamentos chamada de inibidores da aromatase. Em outro estudo, intitulado BEAUTY, ela identificou biomarcadores para a seleção e redesignação de uma classe de medicamentos epigenéticos usados para tratar pacientes resistentes à quimioterapia. Ela também está conduzindo um grande estudo populacional utilizando 10.000 amostras do Biobanco da Mayo Clinic para sequenciar antecipadamente 76 farmacogenes e adicionar essas informações aos registros médicos eletrônicos da Mayo Clinic.

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